O verdadeiro gargalo na era dos agentes não é a capacidade dos modelos, mas o que é inserido neles. A inteligência humana nasce na conversa — e a conversa segue sendo a entrada menos capturada e menos estruturada dos sistemas modernos de IA.
Sobre a apresentação
Na era dos agentes de IA, o valor não está apenas no modelo, mas no que é enviado a ele — a conversa e o contexto de negócios. O painel defende que projetar interfaces e canais adequados é tão crítico quanto escolher o LLM, e que governança, qualidade de dados e o desenho de processos devem vir antes de “plugar modelos”, para não automatizar a disfunção.
A discussão percorre o mercado de trabalho brasileiro — alto volume de candidaturas, escassez de skills e competição com a gig economy — e propõe um equilíbrio criterioso entre o que a IA recomenda e o que o humano decide.
Palestrantes
Engenheiro Químico pela USP. Ex-sócio da EloGroup e pesquisador do IPEN, hoje lidera inovação e produto da principal plataforma de aquisição e gestão de talentos orientada por IA do Brasil.
Acredita no poder da tecnologia e das pessoas para transformar organizações e gerar impacto positivo, liderando iniciativas que unem inovação, estratégia e colaboração.
Colunista do MIT Sloan Management Review Brasil, com mais de 20 anos de experiência em corporações, startups, venture capital e consultoria no Brasil.
Resumo executivo
Inscrições mensais (~1,5 milhão de pessoas) nas plataformas de recrutamento.
Média de candidaturas por pessoa/mês (até 11 em vagas operacionais).
Crescimento projetado no ano com 20% menos pessoas, via automação e integração.
Visão geral
Pontos-chave
Citações importantes
“O verdadeiro botão na era do agente não é a capacidade de modelos. É o que é enviado para esses modelos.”
“Tem uma discussão de canal, de governança, de modelo de trabalho, para não se automatizar a disfunção.”
“Tudo começa pelos dados… tivemos que reeducar os escrivães a como preencher o boletim de ocorrência.”
“O problema não é usar IA; o problema é só usar IA.”
“O pitch está igual de todo mundo… é preciso representar o DNA da empresa na descrição da vaga.”
“Integradores têm que saber dizer não… a pior cartão de visita é não entregar o projeto.”
“O brasileiro atua no WhatsApp 50 vezes por dia… levar a conversa e triagem para lá reduz fricção.”
“A decisão de quem vai ser contratado, nas últimas etapas, sempre vai ter que ser tomada por uma pessoa.”
“Hoje poderíamos fazer o exame de vista com IA, mas o mercado ainda não está regulado para isso.”
“Estamos projetando 28% de crescimento com 20% a menos de pessoas.”
Pontos de ação
Mapear processos antes de modelos: identifique onde a IA recomenda e onde o humano decide; elimine etapas disfuncionais antes de automatizar.
Definir governança da IA: políticas de uso, revisão humana, auditoria de decisões, controle de versões e monitoramento de qualidade.
Investir em dados e taxonomias: padronize coleta e campos críticos; reeduque equipes para registrar informações de forma processável.
Curadoria de conteúdo com identidade: use IA para rascunho, mas acrescente diferenciais da marca, resultados e contexto específico.
Priorizar canais de baixa fricção: experimente triagem e comunicação por WhatsApp (incluindo áudio) para aumentar engajamento.
Começar pelo repetitivo: combine RPA + IA em tarefas estruturadas para ganhos rápidos e mensuráveis de eficiência.
Estabelecer human in the loop: documente quais etapas são obrigatoriamente humanas (contratação, QA, aprovação de conteúdo, avaliações).
Considerar regulamentação: avalie riscos legais e de compliance; não automatize decisões onde a regulação não permite ou é ambígua.
Medir impacto real: acompanhe métricas de volume, conversão, tempo de ciclo, qualidade e produtividade; itere com base em dados.
Áudio da palestra
Pressione play para ouvir diretamente na página.