OceanPact Web Summit Rio 2026 · Disseminação de Conhecimento

IA Agêntica: Trabalhe de forma mais inteligente, ganhe mais

A IA agêntica está redefinindo a forma como o trabalho é realizado — automatizando decisões, acelerando a execução e desbloqueando ganhos reais de produtividade em escala.

Palestrante: Cleber Morais Evento: Web Summit Rio 2026 Tema: IA Agêntica & Futuro do Trabalho
Sobre a apresentação

A era dos agentes e os ganhos reais de produtividade

Como mover-se mais rápido, trabalhar de forma mais inteligente e alcançar resultados mensuráveis com IA.

Nesta sessão de alto impacto, Cleber Morais, diretor-geral da AWS Brasil, compartilha como as empresas estão usando IA agêntica para se moverem mais rápido, trabalharem de forma mais inteligente e alcançarem resultados mensuráveis. A conversa, conduzida por Álvaro Leme, percorre o "tsunami tecnológico" da era dos agentes, a necessidade de capacitação contínua, os modelos de governança para decidir o que delegar à IA e os impactos concretos sobre negócios, empregabilidade e o potencial do Brasil como protagonista nesse mercado.

Palestrante

Quem apresentou

CM

Cleber Morais

Country Director · Amazon Web Services (AWS Brasil)

Diretor-geral da AWS Brasil, lidera a estratégia de adoção de IA e nuvem no país, com foco em capacitação em larga escala, governança e transformação de negócios por meio de agentes de IA.

AL

Álvaro Leme

Colunista IA & Tech · Veja

Jornalista e colunista de tecnologia e inteligência artificial na revista Veja, conduziu a conversa explorando os impactos práticos da IA agêntica sobre empresas, carreiras e sociedade.

Resumo executivo

Agentes de IA: capacitação, governança e impacto nos negócios

Síntese central

Cleber Morais defende que a "era dos agentes" representa um tsunami tecnológico que exige preparação contínua. O ponto central não é se adotar IA, mas quando e como — sustentado por três pilares de motivação (Pessoas, Processos e Produtização/Plataforma) e por uma governança sólida que define o que pode ser delegado aos agentes. A tecnologia não substitui pessoas; quem não usa agentes é que corre o risco de ser substituído. O Brasil aparece como um player de potencial gigantesco nesse mercado.

Números que orientam a discussão

Métricas de impacto citadas

10h → 10min

Caso Elfa: tempo de elaboração de propostas de cotação reduzido drasticamente

+3x

Multiplicação do processo de vendas no mesmo caso de uso

1 milhão

Meta de pessoas capacitadas em IA no Brasil — potencial de protagonismo

Visão geral

Temas centrais

Tsunami tecnológico da "era dos agentes" e a necessidade de preparação contínua.
Cultura de aprendizado permanente e adoção prática de agentes para produtividade.
Governança e modelos de decisão para definir o que delegar a agentes.
Motivações de adoção: pessoas, processos e produtização/plataformas.
Métricas de impacto: tempo, produtividade, lançamento de produtos e performance técnica.
Trabalho e empregabilidade: risco para quem não usa IA e novas oportunidades de empreendedorismo.
Orquestração organizacional: da TI para as áreas de negócio (RH, marketing, jurídico, operações).
Perfil profissional: generalistas com visão tecnológica e entendimento do negócio.
Principais pontos

Pontos-chave da apresentação

Citações importantes

Nas palavras do palestrante

"Existe um tsunami tecnológico que hoje existe, que é a era dos agentes."

"Learn and be curious: tem que estudar todo dia… não existe mais como trabalhar sem ter um agente que te ajuda no dia a dia."

"Confiável é a partir do momento que você estabeleça governança."

"Não é se eu vou, é quando e como."

"Uma proposta que demorava 10 horas, passou a demorar 10 minutos… o processo de vendas aumentou em mais de 3 vezes."

"Aquelas pessoas que não utilizaram agentes… correm o risco de serem substituídas."

"O grande segredo das empresas está sendo como orquestrar e equacionar tudo isso."

"O Brasil tem um potencial gigantesco de ser um grande player nesse mercado."

Pontos de ação

Recomendações para os participantes

  1. Estabelecer um programa de capacitação contínua em agentes de IA, com metas e avaliações periódicas.
  2. Mapear processos críticos e identificar decisões "porta de duas vias" (reversíveis) para pilotos com agentes; manter guardrails para decisões irreversíveis.
  3. Definir governança de dados e de agentes: escopos de acesso, limites de autonomia e trilhas de auditoria.
  4. Iniciar com casos de "dor clara" e alto retorno (tempo, custo, erro) e medir o impacto com métricas específicas do core business.
  5. Converter soluções internas bem-sucedidas em produtos/plataformas escaláveis; avaliar spin-offs ou novas unidades.
  6. Empoderar áreas de negócio (RH, marketing, jurídico, operações) para cocriar com tecnologia, reduzindo a dependência exclusiva da TI.
  7. Estabelecer indicadores de velocidade de inovação: tempo de lançamento de produtos, ciclos de experimentação e throughput de desenvolvimento.
  8. Incentivar o perfil generalista: combinar conhecimento tecnológico, regulatório e de negócio; promover squads multidisciplinares.
  9. Planejar carreira e estratégia considerando a IA como coequiper: adotar agentes no cotidiano para evitar a obsolescência.
  10. Para o Brasil: participar de iniciativas de formação em larga escala e comunidades de inovação; compartilhar e replicar boas práticas setoriais.
Áudio da palestra

Ouça a apresentação na íntegra

GRAVADO COM PLAUD

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Arquivo: apoio/1_IA_agentica.mp3